IRS AUTOMÁTICO

Antes de começar, vai precisar de:

  • O seu NIF e Senha de Acesso às Finanças (ou Chave Móvel Digital).

  • Se tiver o IRS em conjunto (casado/união de facto), vai precisar também do NIF e senha do seu cônjuge.

Passo 1: O Login no Portal das Finanças

  1. Aceda ao site oficial: portaldasfinancas.gov.pt.

  2. Clique no botão Iniciar Sessão (no canto superior direito).

  3. Escolha o método de entrada: Senha das Finanças ou Chave Móvel Digital.

  4. Introduza os seus dados e clique em “Autenticar”.


Passo 2: Encontrar o IRS Automático

  1. Na barra de pesquisa do portal (logo no topo), escreva apenas “IRS Automático” e clique na lupa.

  2. Nos resultados que aparecerem, clique na primeira opção: Aceder ao IRS Automático.

  3. O portal vai pedir para selecionar o Ano dos Rendimentos. Garanta que seleciona o ano correto correspondente à campanha em vigor.


Passo 3: Escolher o Regime de Tributação (Apenas para Casais)

Se estiver registado no sistema como casado ou em união de facto, o portal vai dar-lhe duas opções. Esta escolha pode ditar se recebe mais ou menos reembolso:

  • Tributação Separada: Cada elemento do casal submete a sua própria declaração com os seus rendimentos e despesas individuais.

  • Tributação Conjunta: Os rendimentos e despesas dos dois são somados numa única declaração.

💡 Dica de Ouro AquiExplica: O portal permite-lhe simular as duas opções antes de submeter! Veja os valores de ambas (Passo 5) e escolha a que for mais vantajosa para a carteira da família.


Passo 4: Confirmar os Dados (A Triagem Crítica)

O IRS Automático é um rascunho feito pelas Finanças. Cabe-lhe a si confirmar se eles não se esqueceram de nada. O ecrã vai mostrar três grandes blocos:

  1. Agregado Familiar: Confirme se os seus dependentes (filhos) aparecem lá.

  2. Rendimentos e Retenções: Verifique se os valores batem certo com as declarações que as suas entidades patronais lhe enviaram.

  3. Despesas (E-Fatura): Confirme se os valores dedutíveis em Saúde, Educação, Habitação e Despesas Gerais estão corretos.


Passo 5: A Pré-Liquidação (Saber se vai Receber ou Pagar)

Antes de clicar no botão final, o sistema apresenta-lhe a Folha de Pré-Liquidação. É aqui que a magia acontece. Procure pelas seguintes linhas:

  • Imposto a Restituir: Parabéns! Significa que o Estado lhe vai devolver dinheiro (Reembolso).

  • Imposto a Pagar: Significa que terá de pagar às Finanças até ao final do prazo legal.


Passo 6: Inserir o IBAN e Submeter

  1. Se tiver direito a reembolso, certifique-se de que o IBAN introduzido está correto e atualizado. Se estiver errado, o dinheiro volta para trás e o processo vai atrasar meses.

  2. Ative a caixa onde declara que reviu todos os dados.

  3. Clique no botão azul Aceitar / Submeter.


Passo 7: Guardar o Comprovativo (O seu Seguro)

  1. Assim que submeter, o ecrã vai mostrar uma mensagem de sucesso com o Número de Recepção.

  2. Clique em Obter Comprovativo (ou Guardar PDF).

  3. Guarde este ficheiro no seu computador ou telemóvel. Ele é a sua única prova legal de que entregou o IRS dentro do prazo caso o sistema informático das Finanças falhe.

Sabias que? Dicas rápidas do Aqui Explica

O Truque da "Simulação Dupla" (Casados e União de Facto)

Se vives em casal, as Finanças vão dar-te a escolher entre entregar em separado ou em conjunto.

O Erro Comum: Aceitar a primeira opção que aparece no ecrã sem ver a outra.

A Dica de Ouro: O portal deixa-te simular os dois cenários antes de clicares em submeter. Faz a simulação para a entrega Conjunta, aponta o valor (se vais receber ou pagar) e depois faz para a Separada. Escolhe sempre a que der o maior reembolso ou o menor imposto. Podes poupar centenas de euros num clique!

O IRS Automático está errado? Recusa Imediatamente!

O IRS Automático é apenas um rascunho que o Estado faz com os dados que recebeu das empresas e das faturas. Muitas vezes, faltam lá coisas.

O Cenário Crítico: Se detetares que os teus rendimentos não batem certo, que faltam dependentes (filhos) ou que o valor do E-Fatura (Saúde, Educação, etc.) está abaixo do que gastaste, não podes aceitar o formato automático.

A Dica de Ouro: Se houver erros, deves recusar o IRS Automático. Em vez disso, vais à barra de pesquisa e escolhes “Entregar Declaração” (Modelo 3 manual). Só assim vais conseguir corrigir os números e garantir que não sais prejudicado.

Se tens Recibos Verdes ou Mais-Valias, ficas "Bloqueado"

Nem todas as pessoas têm direito à facilidade do clique único. Não fiques em pânico à procura do botão automático.

O Cenário Crítico: Se trabalhas por conta própria (Recibos Verdes / Categoria B), se vendeste uma casa (mais-valias) ou se recebeste pensões ou salários vindos do estrangeiro, o sistema vai dar-te um alerta.

A Dica de Ouro: O IRS Automático não está disponível para estes perfis. Se estás num destes cenários, tens obrigatoriamente de preencher o Modelo 3 tradicional e anexar os respetivos anexos (como o Anexo B para recibos verdes ou o Anexo G para as mais-valias imobiliárias).

 

O "Bloqueio do IBAN" (O motivo dos atrasos no reembolso)

uitas pessoas assumem que, por terem o IRS Automático ativo, o Estado sabe exatamente para onde enviar o dinheiro. Mas as contas bancárias mudam e os erros acontecem.

O Cenário Crítico: Se mudaste de banco recentemente, se a tua conta antiga foi encerrada ou se simplesmente nunca associaste um IBAN ao teu perfil das Finanças, o teu reembolso vai ficar “congelado” no sistema por tempo indeterminado.

Dica de Ouro: Antes de clicares no botão final de submissão, olha com muita atenção para o campo do IBAN que aparece no ecrã. Mesmo que o dinheiro vá para uma conta ativa, se for uma conta secundária da qual já não tens o cartão, vais passar semanas em burocracias para resgatar o valor. Confirma dígito a dígito se aquele é o teu IBAN principal atual para garantires que o reembolso cai na tua conta em menos de duas semanas!


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